Máscaras solidárias

As máscaras estão a tornar um símbolo de solidariedade. As pessoas usam-nas para proteger os outros e não apenas a si mesmas. As irmãs Lisa e Bia  possuem um íntimo colorido como o nosso e estão a frente do Projeto Maskerade Brigade. Inspiradas nelas, nós do íntimo colorido COLETIVO convidamos você  a se envolver com a nossa causa e costurar máscaras artesanais de tecido para nos ajudar a distribuir para mulheres, próximas a sua localidade, que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Vêm com a gente! 

COMO PARTICIPAR:

Mão na massa!

As instruções sobre os moldes de como confeccionar as máscaras você encontra aqui.

 


- Doar tecido ou materiais a quem está costurando as máscaras: ver o que há no armário e pôr de parte o que pode doar (roupas, lençóis, etc); separar artigos adequados, lavar e pré-cortar os tecidos.


- Contactar empresas locais que possam doar materiais (tecido, linhas, agulhas, detergente de roupa, etc)


- Organizar a recolha/entrega segura de materiais: fazer a ponte entre pessoas que querem doar materiais e pessoas que querem costurar (lembrar sempre que é preciso ficar em casa, ou seja, minimizar ao máximo qualquer saída)


- Identificar grupos/organizações locais que possam precisar de máscaras: entrar em contacto, verificar quantidades, organizar a recolha/entrega


Criar um grupo de ação próximo a sua localidade


Criar campanha para consciencializar da população que se encontram distantes dos grandes centros, em comunidades, zonas rurais, marginalizadas ou com pouco acesso a informações dos serviços públicos de Saúde, sobre a importância do uso da máscara, com  partilha de informações confiáveis

PARA QUEM NÃO COSTURA

PARA QUEM COSTURA

acesse

Mais informações sobre máscaras de utilização comunitária você encontra no site Maskerade Brigade

INICIATIVAS

EM

PORTUGAL

A partir deste projeto, em Coimbra (Portugal) foi criado o grupo Máscaras Solidárias que busca abrir um espaço para a ação comunitária de fornecimento de máscaras de tecido para populações vulnerabilizadas da região.

Segundo José Baessa, activista da periferia de Lisboa, as empregadas domésticas da área metropolitana de Lisboa continuam a encher os transportes públicas das 5h às 7h da manhã e agora com menos transportes disponíveis ficam muito expostas ao vírus. 

Nós estamos procurando estratégia coletivas de confecção e distribuição das máscaras para elas. E, ainda, pessoas em Lisboa que possam ir até as estações, nos respectivos horários, oferecer as máscaras para essas mulheres. Estamos procurando construir redes com outros coletivos para trabalhar em parceria nesta intenção. Caso você possa nos ajudar favor entrar em contato intimocolorido@hotmail.com 

Obrigada!

empregadas domésticas

 bora

 ajudar

 você

 também!

Desperte o seu ​íntimo colorido, mobilize essas ações na sua cidade e nos ajude a

impulsionar essa iniciativa para darmos suporte a mulheres!

 inspire- se 

"

Não basta saber, é preciso também aplicar.

Não basta querer, é preciso também fazer.

—Goethe

A Lisa é uma artista sonora e costureira em Berlim, na Alemanha. Ela tem reciclado e transformado roupa toda a sua vida e queria canalizar essa habilidade prática em algo útil enquanto tem que ficar em casa. Fez uma extensa pesquisa sobre máscaras de tecido caseiras de forma a criar e testar um modelo que é eficaz, fácil de fazer e que requer materiais que facilmente temos disponíveis em casa. Agora está a costurar máscaras o mais rápido possível (até 70 por dia!) para doar a abrigos locais, centros de refugiados, lares, e em qualquer lugar que possa necessitar. Ela entrega as máscaras através de um elevador improvisado a partir da varanda do seu primeiro andar na Sonnenalle.

Bia é cientista social e ativista comunitária em Coimbra, Portugal. Faz parte de muitas iniciativas locais de sustentabilidade e sentiu uma enorme sensação de desespero quando todas as atividades cessaram. Ela encontrou força na motivação da sua irmã e ajudou-a a organizar os seus recursos para partilhar com o maior número de pessoas possível.  Agora está a mobilizar um grupo de ação local em Coimbra para reunir materiais, costurar e distribuir máscaras na região.

A utilização das máscaras de protecção facial tem feito correr muita tinta, sobretudo devido às diferentes directrizes dos governos dos países afectados ou em prevenção da actual pandemia no novo coronavírus (COVID-19), mas entretanto também se estão a tornar um símbolo de solidariedade. As pessoas usam-nas para proteger os outros e não apenas a si mesmas. O uso da máscara só é adequado se for aplicado conjuntamente com a higiene das mãos, a etiqueta respiratória, a limpeza das superfícies e o distanciamento social. As medidas para reduzir a exposição e transmissão da doença indicadas pela OMS são: tapar o nariz e a boca quando espirrar ou tossir, com um lenço de papel ou com o antebraço, e deitar sempre o lenço de papel no lixo; lavar as mãos frequentemente durante 20 segundos, com

água e sabão ou com solução à base de álcool a 70%; evitar contacto próximo com pessoas com infecção respiratória; evitar tocar na cara com as mãos; evitar partilhar objectos pessoais ou comida em que tenham tocado.

Ao contrário do que é praticado noutros países, a Direcção-Geral da Saúde defende que o uso de máscara de forma incorreta pode aumentar o risco de infecção, por estar mal colocada ou devido ao contacto das mãos com a cara, e que a máscara contribui também para uma falsa sensação de segurança. Também mantém que as máscaras de pano são de evitar porque podem acumular resíduos ou até partículas infeciosas, fazendo com que aumente o risco de disseminação do vírus, daí ser muito importante cumprirem as regras de higiene e segurança que indicámos se optarem por usar.

"Minha máscara te protege, tua máscara me protege"

Doe o seu tempo para também cuidar da sua comunidade!

união

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