O que é para você cooperar?

Agora é momento para aprender a SER JUNTO! É momento de sair do eu para aprender e se tornar nós. É importante você iniciar a refletir sobre o que a palavra cooperar significa para você. Para fazer dela não somente teoria, mas uma prática na sua vida!


Texto de Ana Caroline

para Íntimo Colorido


Pensar a cooperação muitas vezes nos vem em pensamento atitudes isoladas e pontuais. Ajudar, fazer tudo juntos, dar o lugar na fila, parceria com o colega de trabalho. Isso tudo faz parte, mas do micro.

Conceito de cooperação vai um pouco mais alem. Compreender que somos afetados por uma rede de relacionamento muito mais ampla, que dá a volta ao mundo e impacta todos os aspectos da nossa vida é um ponto inicial.

Esta percepção nos move a entender que cada um, todas as pessoas estão indissoluvelmente ligadas e cada um tem uma responsabilidade pelo todo e que tudo e todos geram consequências.



Nada é descartado, nada é descartável, nada está fora, nem sequer o lixo que “jogamos fora” está fora. Ter essa compreensão nos faz mudar nosso campo de visão primeiro conosco, para o mundo e para o todo. Acreditar que as coisas como estão não tem solução ou que não adianta fazer nada pois não terá impacto, é um grande erro.

Podemos pensar a cooperação do modo simples ao mais complexo. Inicia-se dentro de nós, como lidamos com nosso corpo, qual a alimentação que temos. As relações de parceria e dominação que se inicia no berço familiar e que se estende a toda nossa cultura e no nosso globo, de diversas formas.

Podemos não conseguir mudar o mundo de uma vez ou transformar o planeta tão saudável quanto era em sua concepção, se é que ele foi concebido. Mas, podemos mudar o próximo processo, podemos equilibrar e deixar caminhos sustentáveis para as próximas gerações, para nossos filhos, que por sua vez terão outros filhos. Precisamos começar aqui, agora.

Quais situações de dominação você enxerga ao seu redor? Você vive alguma delas? Habituou-se a alguma? Na sua família sustentam-se elementos de dominação? Você usa a dominação para controlar o tempo, situações ou pessoas?

Neste paradigma, é preciso analisar-se primeiro e eleger aquilo que queremos que se mantenha. È necessário ainda, tomar consciência e aprender a desaprender esses conceitos. Só ai então, saberemos de onde partir para cooperar.

Nós do íntimo colorido COLETIVO estamos produzindo reflexão e conhecimento voltado as dominações vivenciadas pelas mulheres ao longo da história, mas não todas as mulheres, estamos voltando os nossos estudos e trazer para o centro da discussão as mulheres mais oprimidas e desvalorizadas dentro do sistema Patriarcal e Capitalista e que por isso vivencial situações de vulnerabilidade social. Queremos te sensibilizar e convidar a despertar o seu olhar para elas, e vir com a gente aprender a cooperar nesta direção.




Vamos pensar um pouco sobre

"Teoria e prática"?

De acordo com o DICIO – Dicionário Online de Português:


Teoria - Do latim teoria.ae; pelo grego theoría.as. Substantivo feminino que significa: Conhecimento não prático, ideal, independente das aplicações. Conjunto de regras, de leis sistematicamente organizadas, que servem de base a uma ciência; Conjunto sistematizado de opiniões, de ideias sobre um assunto.


Prática - Do grego praktiké. O que se opõe ao teórico; real. Tudo o que se consegue realizar, executar, fazer; hábitos enraizados ou costumes; convenção.

Habilidade adquirida com a experiência; treinamento.


Práxis - Do grego prâksis.eos Atividade ou situação concreta que se opõe à teórica; prática. Utilização de uma teoria ou conhecimento de maneira prática.Tipo de conhecimento que se volta para as relações sociais, para a sociedade, para o âmbito político, econômico e moral.


Já se questionou sobre a efetividade da práxis e prática sob as teorias? São centenas as teorias, belíssimas e de pluralidades infinitas. Ouve-se dizer ainda que quem as escreve, muitas vezes nem as praticam em sua palpabilidade. Tratar-se-ia de hipocrisia? Para uma cultura mudar, por exemplo, é preciso pluralizar as visões, gerar desconforto e muitas vezes conflito.

Ouvir falar em “conflito” pode ser até perturbador e gerar incômodo mas se transformarmos sua significância para “oportunidade”, veremos um Oasis de benefícios nela. A prática nos tira da zona de conforto e nos leva a buscar novas soluções e pontos de vista regenerados. Essa seria então a práxis das teorias? Sim! Também! Exige tempo, dedicação, posicionamento e “testagem”. Por isso, erre, erre agora, para ter oportunidade de refazer-se, testar outra vez e ressignificar-se.

Por muito tempo tememos errar e esse medo nos paralisa. Tal como as mulheres foram e são barradas. À medida que nos libertamos dessa necessidade de perfeição, nos livramos de nossas amarras. A vida por si só é nossa ferramenta de testagem e o erro é inevitável. Deste modo, há de se desejar que ele não nos paralise.

O que nos é dito, ensinado, escolhemos tomar por certeza. È aquilo que chamamos de “nossa verdade”. Construímos nossa práxis (práticas) com as memórias das histórias e conceitos que nos foi passado. Agora, cabe observar nossa ancestralidade e selecionar aquilo que não deu certo, continua não dando certo e precisa ser moldado e muitas vezes até deixado, remoldado ou ressignificado. Histórias criam cultura, essas, na maior parte das vezes é contada a partir dos olhos de dominação, contadas com tanta verdade que e não haviam aberturas nem se quer para questionamentos.

Há agora, uma Nova Era. Nunca se escreveu tanto sobre as mulheres, o universo feminino, uma mudança de paradigma aos poucos vai se concretizando em uma mudança cultura. Agora, depois de quantos anos, as histórias das mulheres começam a ser contadas a partir dos olhos das próprias mulheres. As que não saíram nas noticias dos jornais como guerreiras e revolucionarias que foram, mas que agiam em seu circulo pela paz e construíram movimentos de cooperação no passado agora passam a ganhar nome e gerar nova cultura.

Outrora naturalmente o foco de luz era guerra e a violência. Esses conceitos precisam secar dentro de nós. Fomos e ainda somos educados numa sociedade violenta. Quem se torna violento é resultado disso, de suas vivências e experiências e por isso nos